México
Social
O México é o 10º país mais populoso do mundo com 128 milhões de
habitantes, o mais populoso país de língua espanhola e o segundo mais populoso
da América Latina, depois do Brasil. A população economicamente ativa é
composta por 53,5 milhões de pessoas.
Um número significativo de mexicanos tem uma dieta que inclui
quantidades mínimas de carne ou que a exclui completamente. 19% dos
entrevistados se declararam vegetarianos, 15% flexitarianos (consumo mínimo de
carne) e 9% veganos.
O turismo é uma importante atividade econômica do país, já que muitas
pessoas são atraídas pelas belas praias, como Cancún e Acapulco, e pela grande
diversidade histórica e cultural existente no país. México é um dos poucos
países que oferecem destino de vida vegano, pensando nisso, a Vegan4you
primeira agência de viagens focadas em experiências veganas da América Latina
disponibilizaram um material inédito, denominado MEX VEGAN SPIRIT com diversos
destinos turísticos no México para quem adota a vida vegana.
Economia
O país faz parte das quinze maiores economias do mundo e é a segunda
maior economia da América Latina, ficando atrás apenas do seu maior parceiro
comercial, os Estados Unidos da América. Economia é composta de muitas
atividades industriais, agropecuárias, mineradoras e turísticas. O principal
produto de exportação do país é o petróleo, exportado principalmente para os
Estados Unidos. Além dele, o país também produz milho, trigo, soja, arroz,
feijão, café, frutas, algodão, tomates, carne bovina, frango, leite e derivados,
alimentos industrializados, bebidas, tabaco, produtos químicos, ferro, aço,
petróleo, tecidos, roupas, calçados, automóveis e outros.
De acordo com o FMI, o PIB do país recuou cerca de 6,2% em 2021.
Espera-se que o país continue crescendo nos próximos anos, porém com um ritmo
mais lento, com o FMI prevendo um crescimento de 4% para 2022 e 2,2% em 2023.
Apesar da atual estabilidade macroeconômica, persistem as desigualdades
entre as populações urbanas e rurais do México e os estados do norte e do sul
do país, ricos e pobres. 46,2% dos mexicanos estão na pobreza, quase 56 milhões
de pessoas.
A renda média doméstica disponível líquida ajustada per capita é
consideravelmente inferior à média da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), de USD 30.604 por ano. O México é um país de
baixo salário-mínimo (R$ 105) e o PIB per capita estimado para
o final de 2022 é de $10.541.
Há uma diferença importante entre os mais ricos e os mais pobres – os
20% mais favorecidos da população ganham quase quatorze vezes mais do que os
20% menos favorecidos.
Com relação ao índice de emprego, cerca de 61% das pessoas com idades
entre 15 e 64 anos no México têm emprego remunerado, abaixo da média de
empregos da OCDE, de 68%. Aproximadamente 79% dos homens têm um emprego
remunerado, comparado a 45% das mulheres. A população com emprego concentra-se
no setor de serviços, indústria e no setor agropecuário. Quase 60% da população
economicamente ativa está empregada no setor informal.
Regulatório
Os investimentos representam exemplo de êxito nas relações bilaterais. O
Brasil continua a ser o maior investidor no México entre os países da ALADI.
Segundo dados da Secretaria de Economia, em dezembro de 2016 havia, no México,
aproximadamente 682 empresas com capital brasileiro e os investimentos
brasileiros acumulados durante o período 2000-2016 foram da ordem de US$ 4,299
bilhões. O valor de importações de bens e mercadorias no México em 2020 foi
mais de US$ 411 bilhões.
Com vistas a incentivar os investimentos bilaterais, em maio de 2015,
Brasil e México assinaram o Acordo de Cooperação e Facilitação de
Investimentos. O instrumento cria um marco jurídico favorável para promover os
futuros fluxos de investimentos recíprocos.
A nomenclatura alfandegária utilizada no México, tanto para o registro
de operações de comércio exterior, quanto para a elaboração das estatísticas, é
a Tarifa do Imposto Geral de Importação e Exportação (TIGIE). Segundo dados da
Organização Mundial do Comércio, a média ponderada geral do imposto de importação
aplicada pelo México é de 4,7%, sendo de 23,6% para os produtos do setor
agropecuário e 3,3% para os produtos industriais.
O imposto a pagar pelo produto irá depender da posição alfandegária da
mercadoria ou das preferências tratadas em acordo comercial. O Imposto Geral de
Importação pode ser Ad-Valorem (percentual do valor da mercadoria na alfândega), Específico (unidade de
medida, US$ por quilo) ou um misto dos dois anteriores.
Político
O México é uma República Federal integrada por 32 unidades federativas,
entre elas a Cidade do México (antigo Distrito Federal), que é também a sede do
Governo Federal. O Governo Federal tem atribuições econômicas para modificar os
impostos mais relevantes, incluindo os impostos de importação. O Presidente da
República e os governadores dos estados são eleitos a cada seis anos, sem
possibilidade de reeleição. A duração dos mandatos regionais é de 3 anos. O
sistema político é formado por três poderes: Executivo, Legislativo, e o Poder
Judiciário. A Constituição atual está vigente desde 1917 e tem sido alvo de
várias reformas desde sua promulgação.
Os Estados adotaram, para seu regime interior, a forma de governo
republicano, representativo, popular, tendo como base da sua divisão
territorial e da sua organização política e administrativa o município livre
(Art.115 Constituição Política dos Estados Mexicanos). O país se divide em 31
estados e o Distrito Federal.
Oportunidades
O México está entre as 15 maiores
economias do mundo e é a segunda maior na América Latina, sendo
bastante dependente dos Estados Unidos que é o seu principal parceiro comercial
até o momento. Além, disso o México também está na 9ª posição do Ranking das
Principais Origens das importações Brasileiras.
As exportações para o México marcaram 2020
tornando então o país como o 10º maior parceiro comercial do Brasil quando
falamos de exportação. Fechou 2020 com um Déficit de
US$ 33 Milhões, o que significa que o Brasil importou mais do que exportou para
o país mexicano.
O México é, essencialmente, um país exportador
de produtos manufaturados. Em 2017, automóveis de passeio, veículos para
transporte de mercadorias e partes e acessórios de veículos representaram 23%
do total das vendas. As vendas da indústria automobilística cresceram 6% nos
últimos cinco anos. O México possui 7% da fatia de mercado mundial de
automóveis, tornando o país como quarto principal exportador em 2017. Outras
indústrias importantes da pauta exportadora são alimentos e bebidas,
mineração e indústria plástica.
O Brasil tem sido um dos países que mais recebem
capitais produtivos mexicanos. De acordo com o BCB, os investimentos no setor
de telecomunicações, estimados em US$ 10 bilhões, representam 80,6% dos
investimentos mexicanos no Brasil, enquanto os investimentos na indústria
manufatureira, estimados em US$ 2,19 bilhões, corresponderiam a 17% dos
investimentos. Ainda que os investimentos mexicanos no Brasil sejam apenas 2,1%
dos investimentos totais do país, o México é o maior investidor no Brasil entre
os países da América Latina, superando a Argentina (US$ 1,525 bilhões), o
Uruguai (US$ 4,045 bilhões) e o Chile (US$ 4,717 bilhões).
O México tem 12 acordos de livre comércio com 46
países, e nove acordos comerciais de abrangência limitada com os países da
ALADI (maior grupo latino-americano de integração. É formado por treze
países-membros: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador,
México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela).
O comércio entre Brasil e México é de grande
valia entre as duas economias, pois o México é o 7° principal parceiro
comercial do Brasil, com quase a mesma posição pelo Brasil pelos principais
sócios comerciais mexicanos, ao qual fica na 8° posição pelos dados de 2017.
Esse grande fluxo ainda existe um grande potencial de crescimento, considerando
que o México e Brasil são as duas maiores economias da América Latina
(representam cerca de 65% do PIB regional juntas). Logo após superar os US$ 10
bilhões em 2012 e 2013 o valor do comércio bilateral foi de US$ 8,8 bilhões em
2017, com a demonstração de fortes sinais de recuperação, após uma queda em
torno de 30% de 2015 para 2016.
A crescente economia vegana no México se dá
através de mudanças no consumo, nas inovações e no empreendedorismo. A economia
do México tem sido duramente atingida pela crise na saúde como em muitos países
do mundo. O PIB do país cresceu 1,5% no segundo trimestre de 2021 segundo a
página de dados econômicos Datosmacro.com.
Considerando os impactos causados pela COVID 19
ainda existem muitas flutuações de mercado nos indicadores econômicos do país.
No entanto um setor da economia está caminhando numa direção mais precisa, a
dos produtos veganos.
Segundo o excelsior.com informou que 20% dos
mexicanos já se consideram veganos ou vegetarianos, embora alguns ainda
contestem esse número a tendência aos hábitos de consumo veganos é clara, e
voltada ao consumo de produtos não animais, por vários motivos, dentre eles a
saúde, meio ambiente e bem-estar animais. Empresas mexicanas com o seguimento
vegano como a Delike que surgiu em 2019 na cidade do México vem tendo uma
presença cada vez maior nas prateleiras de supermercados e restaurantes do
país.
O crescimento das doenças alérgicas e de
intolerância à proteína dos leites de origem animal deve impulsionar em mais de
5% a demanda no mercado dos leites e derivados vegetais, nos próximos cinco
anos. O movimento também é favorecido pelo aumento na popularidade das dietas
veganas, comprovadamente mais benéficas e funcionais para o organismo.
O interesse no veganismo tem crescido de maneira
constante, sobretudo entre o público classificado como ‘millenials’ – aqueles
com idade entre 25 e 34 anos. Cerca de 25% deste público se declaram veganos ou
vegetarianos. Apesar de não existir números sobre quantas pessoas praticam o
veganismo no país, nem existem certificações ou selos "que garantam que os
produtos atendem a determinadas características ou processos para serem
considerados veganos", há evidências de que essa dieta está sendo praticada
cada vez mais.
Riscos
Os produtos do agronegócio, ainda não entraram
na pauta de compras dos produtos brasileiros pelo México, porém são importantes
candidatos nas negociações e tratativas para diminuição/eliminação das tarifas
(ponto possível de se tornar uma oportunidade) – O que levaria à um possível
encarecimento dos produtos na exportação Brasil>Mexico. Há forte dependência
comercial entre Estados Unidos e México. Dados da corrente de comércio entre
México e EUA mostram que, em 2015, o país norte-americano foi a principal
origem das importações mexicanas, com valor de US$ 188 bilhões; por outro lado,
também foi o principal destino, e as vendas do México para o país vizinho
chegaram a US$ 291 bilhões naquele ano – mesmo que seus principais produtos
importados sejam soja, carnes, milho e açúcar, ainda há o “hábito” comercial
centralizado entre os dois países.
Também tem risco de instabilidade social que tem
crescimento de níveis de corrupção, ainda considerados elevados, assim como uma
máquina burocrática pesada, trazendo isso o nível maior de criminalidade e
violência, que são associados às redes de narcotráfico que operam no país. E
são essas áreas que são os grandes os desafios que esses futuros governos terão
pela frente. Por isso deve haver um cuidado em relação aos resultados de uma
aposta no mercado mexicano ao qual tendem a surgir apenas no médio a longo
prazo, que as empresas especiais devem ter capacidade de resiliência para nele
operar e permanecer.

Excente, mas deixer, por favor, a fonte em uma unica cor.
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